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AS REGRAS

Entenda como funciona o Boxe de Praia


1.    OBJETIVO

O objetivo de um boxeador é acertar o maior número possível de golpes no seu adversário e se defender para não ser atacado. O vencedor é aquele que somar o maior número de golpes perfeitos no final de todos os assaltos ou provocar o nocaute do oponente.


2.    PROFISSIONALIZAÇÃO

São considerados profissionais todos os Boxeadores que tenham competido como profissionais pela FEBOP ou em outras competições de boxe.

Para se profissionalizar pela FEBOP o lutador deverá se inscrever como profissional e a partir de então não poderá mais realizar lutas como atleta amador.


3.    O RINGUE

O tamanho mínimo permitido para o ringue será de 4,00m e o tamanho máximo de 5,00m em cada um dos quatro lados do ringue, medidos do interior da linha das cordas.

O ringue deverá ser montado em superfície de areia fofa.

O ringue será demarcado por quatro postes em seus quatro cantos, os quais serão revestidos com material macio para evitar ferimento aos Boxeadores. No canto do lado esquerdo mais próximo da mesa diretora, a cor do revestimento será amarela. No canto do diagonalmente oposto a cor do revestimento será verde. Nos demais cantos a cor deverá ser preta.

Existirão três cordas de um diâmetro de 5 cm no mínimo e 9 cm no máximo, ajustadas nos postes à 42 cm, 84 cm e 126 cm de altura.

As cordas serão cobertas por um material macio e elástico. As cordas serão atadas em cada lado a intervalos iguais, por dois tirantes de 3 a 4 cm de largura. Os pedaços não devem estender-se ao longo das cordas.

O Diretor Técnico realizará a vistoria e aprovará, antes da realização dos combates de Boxe, as condições da areia do Ringue.


4.    A DURAÇÃO DOS COMBATES

As lutas de amadores terão 3 rounds de 1:30 minutos por 1 minuto de descanso.

As lutas de profissionais a partir de 5 rounds de 1:30 minutos por 1 minuto de descanso.

Em lutas promocionais a quantidade de rounds poderá ser acordada entre os lutadores.

 


5.    OS EQUIPAMENTOS DE RINGUE

Antes da Realização dos combates de Boxe deverão estar disponíveis os seguintes equipamentos de ringue:

a)    Duas banquetas de descanso para os Boxeadores usarem durante os intervalos;

b) Duas garrafas plásticas de água potável e duas garrafas plásticas de água tipo spray;

c) Mesas e cadeiras para os dirigentes e juízes;

d) Gongo ou campainha;

e) Dois cronômetros;

f) Um estojo de primeiros socorros;

g) Um microfone conectado ao sistema de som do recinto;

h) Dois pares de luvas sobressalentes;

i) Dois sacos plásticos nos cantos neutros, por fora das cordas, um de cada lado, para o Árbitro ou o Médico colocar gaze ou algodão utilizados por eles;

j) Um rodo de borracha e um pano absorvente;

k) Um colete cervical;

l) Um tubo de oxigênio portátil;

m) Maca.


6.    AS LUVAS

As luvas serão fornecidas pelos organizadores e promotores do evento.

As luvas deverão ser aprovadas pelo Departamento Técnico da FEBOP e estar em bom estado de conservação.

As luvas para disputa de Título Brasileiro obrigatoriamente terão que ser novas e apresentadas no congresso técnico.

Ao Boxeador não será permitido utilizar luvas próprias.

As luvas serão de:

a) 14 onças para todos os combates.

A parte de pelica não deve pesar mais que a metade do peso total da luva, e a parte acolchoada não menos que a metade do peso total da luva.

Os cordões devem ser atados à altura do pulso das luvas sempre cobertos com fita adesiva ou com sistema de velcro.

Parágrafo único – As luvas poderão ser calçadas no camarim ou locais preparados para essa formalidade, onde os dois Boxeadores ficarão sob fiscalização
permanente de autoridades para isso designadas e pelos ―segundos ou fiscais dos Boxeadores contendores, até adentrarem no ringue, quando a fiscalização passará a ser exercida pelo Árbitro.


7.    DAS BANDAGENS

As bandagens devem contribuir para a proteção das mãos e não para causar dano ao Boxeador.

Devem ser usadas bandagens cirúrgicas com no máximo 5 metros de comprimento e 5 centímetros de largura. Para lutas profissionais as bandagens poderão ser acordadas entre os atletas e os organizadores do evento.

Parágrafo único: Nenhum outro tipo de bandagem poderá ser utilizada.

Somente pode ser utilizada cinta branca adesiva ou esparadrapo com a largura de 2,5 centímetros e com o comprimento de 2,5 metros em cada mão. O esparadrapo deverá ser usado unicamente sobre a bandagem, não podendo ser colocado a uma distância menor que 1 centímetro das articulações das falanges com os metacarpos.

É proibido aplicar nas mãos, líquidos, pós e outras substâncias de qualquer classe, seja antes ou depois de colocar as luvas.

As bandagens serão colocadas no camarim, sob a fiscalização de fiscais indicados pela FEBOP, Federação ou Liga.

Parágrafo primeiro: Os fiscais certificarão que as bandagens colocadas obedeceram todas as regras regulamentares e em seguida rubricarão a s bandagens.

Parágrafo segundo: Não estando as bandagens de acordo com as regras regulamentares, os fiscais exigirão imediatamente suas substituições tantas vezes quantas sejam necessárias para que se cumpra a norma regulamentar.


8.    VESTUÁRIO

Os Boxeadores deverão estar vestidos de acordo com as seguintes normas:

a) Calções com comprimento mínimo até a metade da coxa;

b) A linha da cintura deve estar claramente indicada por uma cor distinta no calção. Essa linha é imaginária e passa pelo umbigo e alto dos quadris;

c) Os pés deverão estar descalços;

d) Protetor Bucal: deverá possuir formato apropriado, de maneira que proteja a arcada dentária;

e) Protetor Genital: coquilha – é permitido uma faixa adicional para sustentar a coquilha;

f) Camiseta regata de cores distintas.

O Árbitro deverá impedir o Boxeador de competir se não estiver com a coquilha, protetor bucal, limpo e uniformizado.

Parágrafo único: Se durante o combate houver danos ao seu vestuário, o Árbitro interromperá o combate determinando sua substituição. O tempo máximo para reparar algum dano no vestuário que impeça a continuidade do combate é de 5 minutos.


9.    DIRETOR TÉCNICO


O Diretor Técnico, como representante do Presidente da FEBOP, é a autoridade máxima no local.

Cabe ao Diretor Técnico, entender-se com quaisquer autoridades constituídas, bem como com qualquer órgão da imprensa e empresários, a fim de solucionar problemas por ventura surgidos.


10.    PESAGEM

A pesagem dos Boxeadores é obrigatória.

Parágrafo único – Será feita a corpo nu ou com uma sunga, em balança aferida, em local e hora designados pela FEBOP, Federação ou Liga.

Os Segundos terão o direito de acompanhar a pesagem de seu Boxeador e adversários.

Parágrafo único – Os segundos não podem tocar na balança e não terão o direito de exigir confirmação da pesagem efetuada oficialmente pelo Diretor Técnico.

O Diretor Técnico fixará um horário de pesagem no dia anterior ao combate onde se observará um período de duas horas entre o inicio e o termino da pesagem.

Parágrafo único – Dentro deste período o Boxeador terá direito a voltar à balança quantas vezes forem necessárias, para permitir a verificação de que se encontra absolutamente dentro dos limites de peso de sua categoria.

Não será permitida a realização de combates cuja diferença de peso exceda à que ocorre entre os limites mínimos e máximos da categoria em que se encontre o boxeador de peso menor.

Em se tratando de defesa de título:

a) Se o campeão se enquadrar na categoria e o desafiante não, caso realizem o combate e o desafiante vença, o título continuará de posse do campeão;

b) Se o campeão não se enquadrar e o desafiante sim, caso não realizem o combate ou se realizarem e o campeão vencer, o título ficará vago. Caso o desafiante vença, será o novo campeão;

c) Se os dois Boxeadores não se enquadrarem no peso, o título ficará vago.


11.    AS CATEGORIAS DE PESO

A categoria de um Boxeador é determinada por seu peso corporal.


12.    OS JUÍZES

Cada combate será julgado por três Juízes, que sentarão à borda do ringue e um de cada lado.

Os Juízes vestirão camisa preta com o distintivo da FEBOP.

Os Juízes não abandonarão suas cadeiras, até que seja anunciado o veredicto ao público.

As papeletas dos Juízes devem ser assinadas, preenchidas à tinta, de forma legível e sem rasuras. Os pontos devem ser anotados ao final de cada assalto.

O Julgamento do assalto para a marcação dos pontos se fará considerando os seguintes conceitos:

a) Agressividade eficiente com um peso de 70% na avaliação;

Parágrafo único – Entende-se por agressividade eficiente a colocação de golpes legais com potência, quantidade e precisão na região do corpo tal como definido na alínea (d) deste artigo.

b) Domínio de ringue com um peso de 20%; Entende-se por domínio de ringue a aplicação de técnicas válidas de combate na qual o adversário não imponha seu estilo de combate;

c) Agressividade pura com um peso de 10%; Entende-se como agressividade pura o jogo do Boxeador indo constantemente para frente tentando impor-se contra o adversário;

d) Golpes Corretos: com a parte frontal da luva fechada atingindo as faces anteriores ou laterais da cabeça ou corpo, acima da linha da cintura, aproveitando o peso do ombro ou do corpo, sem que o oponente desvie ou bloqueie parcialmente;

e) O juiz deve levar em consideração a potência, a quantidade, a precisão e a qualidade dos golpes aplicados;

f) Serão atribuídos um ou dois pontos ao Boxeador que provoque a queda de seu adversário, considerando a pontuação anterior à queda;

g) Os Juízes outorgarão ao final de cada assalto, dez pontos ao vencedor do mesmo, e ao seu adversário um número de pontos proporcional à sua atuação. Em caso de empate o juiz assinalará dez pontos a cada um dos Boxeadores;

h) Resultados dos assaltos:


10 x 10    Assalto empatado
10 x 9    Leve vantagem ou clara vantagem
10 x 8    Leve vantagem ou clara vantagem e uma queda
10 x 8    Superioridade marcante
10 x 8    Assalto equilibrado e uma queda
10 x 7    Superioridade marcante e uma queda
10 x 7    Duas quedas
Fim do combate    Três quedas no mesmo assalto
Fim do Combate    Se o lutador sofrer a quarta queda no decorrer de toda a luta

i) O resultado máximo por pontos em um assalto é 10 x 7.

– O desconto de pontos se dará depois de somar os pontos no final da luta.
– O vencedor será quem tiver a maioria dos votos, independente dos pontos.
– Quando houver uma disputa de título que esteja vago, o resultado da luta não poderá ser empate.
– Em uma luta válida por título se o resultado for empate, o campeão manterá o título.



13.    O CRONOMETRISTA

A obrigação principal do Cronometrista é controlar o número, a duração dos assaltos e os intervalos entre os mesmos;

Cada assalto será de 1 minuto e meio.

Cada intervalo terá 1 minuto.

Ele se sentará diretamente junto ao quadrilátero, à direita da mesa diretora.

Iniciará e terminará cada assalto fazendo soar a buzina, o gongo ou o apito.

Dez segundos antes de iniciar cada assalto, a partir do segundo, dará o sinal com três palmadas, para que seja cumprida a ordem de “segundos fora”.

Dez segundos antes do final de cada assalto, dará o sinal com três palmadas.

Descontará tempo por interrupções temporárias quando o Árbitro lhe indicar com a voz de comando “Stop”, salvo para contagem protetora.

Controlará os períodos de tempo e as contagens, mediante um cronômetro. Quando se produzir uma suspensão momentânea do combate, deterá imediatamente a marcha do cronômetro e esperará um sinal do Árbitro para continuar marcando a duração do assalto ou a ordem “Boxe” para os Boxeadores.

Para melhor cumprimento de suas funções, o cronometrista poderá ser assessorado por um cronometrista auxiliar.

Se ao final de qualquer assalto um lutador está “caído” e o Árbitro está efetuando a contagem, o cronometrista não fará soar o gongo. O gongo somente soará quando o Árbitro der a ordem “Boxe”, indicando a continuação do combate. O intervalo para o assalto seguinte se for o caso será de um minuto completo.

A declaração ou afirmativa do cronometrista sobre a duração de qualquer espaço de tempo, referente ao combate, não poderá ser contestada.

Se um combate for interrompido durante o minuto de intervalo, para efeito de resultado será anotado o número do assalto seguinte.


14.    AS INTERRUPÇÕES

Contato da luva com a areia

– Toda vez que um lutador encostar a luva na areia, o combate deverá ser interrompido e o lutador conduzido para o corner do oponente para que a equipe do oponente limpe as luvas, garantindo assim que as luvas estejam completamente limpas e que  ele não receba instruções do seu corner.
Contato da areia com os olhos do lutador

– Toda vez que entrar areia nos olhos de um lutador o combate deverá ser interrompido e o lutador conduzido para o seu corner para limpeza dos olhos.



15.    AS DECISÕES

Vitória por Pontos (PP) Será declarado vencedor por pontos:

a) O Boxeador que obtiver a decisão da maioria dos Juízes;

b) Quando houver um duplo ―KO;

c) Quando houver lesões nos dois Boxeadores;

d) A partir do 3º assalto, quando a interrupção da luta for por problemas alheios aos Boxeadores ou lesão por falta, agravada durante a luta;

e) Quando o gongo soar, interrompendo uma contagem protetora, no último assalto.

Vitória por Abandono (AB)

Será declarado vencedor por abandono:

Quando o adversário desistir voluntariamente durante o combate, mesmo em condições de lutar.

Vitória por Nocaute Técnico (KOT)

Será declarado vence dor por nocaute técnico:

a) Quando o adversário estiver recebendo um castigo excessivo, não demonstrando reação;

b) Quando o adversário sofrer uma lesão por golpe correto, que na opinião do Árbitro ou do médico não possa continuar combatendo;

c) Quando o adversário sofrer uma lesão, mesmo não provocada por golpe, impedindo-o de prosseguir lutando;

d) Após uma contagem protetora de 8 segundos, o adversário não tenha condições de continuar combatendo;

e) Quando o Segundo arremessar a toalha no ringue durante o assalto;

f) Quando não voltar para o assalto seguinte por falta de condições de lutar:

Vitória por Nocaute Técnico por Corte (KOT-C)

Será declarado vencedor por nocaute técnico por corte, quando o adversário sofrer um corte que o impeça de lutar, provocado por golpe correto.

Vitória por Nocaute (KO)

a) Quando a contagem chegar a 10 e o Boxeador não tenham condições de prosseguir no combate;

b) Quando o Árbitro dispensar a contagem em virtude de o Boxeador necessitar de cuidados urgentes:

Vitória por Desclassificação (DESC.)

a) No terceiro desconto de pontos;

b) O Árbitro poderá desclassificar um Boxeador a qualquer momento, dependendo da gravidade da falta.

Sem Decisão (SD)

O combate será sem decisão se o Árbitro desclassificar os dois Boxeadores.

Empate (EMP.)

a) 2 Juízes optarem pelo empate;

b) 1 juiz optar por empate, 1 juiz optar para um Boxeador e o outro juiz para o outro Boxeador.

Empate Técnico (ET)

Quando o combate for interrompido até o segundo assalto por lesão ou golpe faltoso acidental ou problemas alheios aos Boxeadores.



Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2016.

MOACYR PICANÇA LIMA
(Presidente FEBOP-RJ)